A circulação de capital na economia de Campos dos Goytacazes recebe um fôlego expressivo nesta segunda-feira (31), data em que a administração municipal conclui o pagamento da folha do funcionalismo público referente ao mês de agosto. O desembolso financeiro totaliza exatamente R$ 152.903.889,47, funcionando como o principal indutor de consumo a curto prazo no comércio varejista, no setor de serviços e na rede de prestadores da região, que dependem diretamente da liquidez do setor público para manter o ritmo das vendas.
O montante robusto injetado na praça ampara um amplo ecossistema de servidores, abrangendo o quadro de funcionários ativos, ocupantes de cargos em comissão, estagiários, aposentados, pensionistas e prestadores de serviços contratados. A grande marca econômica do lote de agosto, no entanto, reside na inclusão de aproximadamente R$ 7,5 milhões em obrigações retroativas acumuladas pela prefeitura, o que amplia o poder de compra do funcionalismo em um cenário de reajustes escalonados.
Dentre os pagamentos extraordinários embutidos na folha corrente, destacam-se os acordos de recomposição salarial firmados para o funcionalismo público com efeitos financeiros retroativos a maio e junho. O cronograma também contempla a adequação de proventos dos inativos e pensionistas vinculados à Câmara Municipal, cujos valores retroagem ao mês de julho, além de um aporte específico aproximado de R$ 800 mil voltado exclusivamente ao complemento do piso nacional do magistério, com passivo financeiro contabilizado desde janeiro.
Sobre a execução orçamentária e o impacto fiscal do período, o secretário de Gestão de Pessoas e Governança Digital, Wainer Teixeira, destacou que a medida cumpre os compromissos financeiros da administração:
“Pagar a folha em dia é um compromisso que a gente tem com o servidor e que estamos cumprindo mais uma vez. E este mês tem um significado ainda maior, porque, além da folha regular, estamos injetando milhões em retroativos e mais R$ 800 mil de complemento do piso do magistério no bolso dos servidores. É um recurso que chega para quem trabalha e ajuda a movimentar também a economia do nosso município”
A injeção de recursos públicos em volume expressivo no encerramento do mês é avaliada por economistas e entidades de classe como um termômetro vital para a sustentação do comércio local, atenuando a retração do consumo e garantindo estabilidade momentânea para o fluxo de caixa das empresas locais diante das oscilações do mercado.

























