Em meio a uma semana turbulenta, a vereadora Thamires Rangel (DEMOCRATAS) está de volta à Câmara de Campos. A informação foi confirmada por meio de uma publicação no diário oficial do município na última terça-feira (5). No mesmo dia, seu pai, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), foi preso pela Polícia Federal (PF) pela 4ª fase da Operação Unha e Carne.
Thamires foi eleita vereadora no pleito de 2024 quando tinha recém-completados 18 anos e ainda cursava o 3º ano do ensino médio, se tornando assim a parlamentar mais jovem de Campos e do Brasil. Foi também a única mulher eleita para a Câmara de Campos. Em outubro de 2025, já com 19 anos, se licenciou para assumir o cargo de subsecretária estadual do Ambiente e Sustentabilidade. Na última terça, horas antes da prisão do pai, ela foi exonerada desse cargo pelo desembargador Ricardo Couto.
Como desdobramento da prisão de Thiago Rangel, as investigações da Polícia Federal apontaram que a campanha de sua filha e outros candidatos teriam sido financiadas com recursos de caixa dois ligados à Educação. Esse esquema também teria movimentado R$ 2,9 milhões em contratos públicos na área de educação no estado do Rio de Janeiro. O montante seria parte de uma engrenagem que ainda contava com corrupção administrativa, direcionamento de contratos e financiamento irregular de campanhas políticas.
A vereadora nega as acusações. Sua assessoria de comunicação chegou a emitir um comunicado com o objetivo de “esclarecer que não há qualquer fato na investigação que aponte para uso de caixa dois. Todas as contas foram prestadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral”, dizia a nota.
No mesmo comunicado, a assessoria “ressalta que todas as ações de campanha foram conduzidas em estrita conformidade com a legislação eleitoral vigente e reafirma a confiança nas instituições e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.
























