Mãe e filha foram encontradas mortas abraçadas em cima de uma cama na noite desta terça-feira (25), dentro da residência onde moravam, na Rua Nossa Senhora da Penha, no bairro da Penha, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. As vítimas foram identificadas como Érika Da Silva Marques, de 24 anos, e a filha dela, Maria Gabrielly Da Silva Fernandes, de apenas 6 anos.
A Polícia Militar foi acionada por familiares que encontraram os corpos no imóvel por volta das 20h45. De acordo com os agentes que atenderam ao chamado, a suspeita inicial é de que as duas já estivessem mortas há pelo menos três dias.
Segundo informações preliminares levantadas pela Polícia Civil no local, a principal linha de investigação aponta que
Érika teria asfixiado mecanicamente a filha e, em seguida, tirado a própria vida por meio de uma overdose de medicamentos. Os investigadores relataram ainda que a jovem enfrentava um quadro grave de depressão e já tinha histórico de tentativa pretérita de suicídio.
Após o trabalho dos peritos na cena do crime, os corpos de mãe e filha foram recolhidos pelo rabecão do Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Campos, onde passam por exames de necropsia para confirmar a causa exata e a data das mortes.
Pai desabafa e pede respeito à dor da família
Diante da repercussão do caso e de boatos que surgiram nas redes sociais questionando a paternidade da menina e o convívio familiar, o pai de Maria Gabrielly, Marcos Fernandes, fez uma publicação emocionante pedindo empatia e respeito ao luto.
Marcos ressaltou o vínculo com a garota e o impacto devastador da tragédia sobre os outros filhos:
“Pessoal, por favor, respeitem o luto e sofrimento não só da família dela, mas também dos irmãos da Gaby e o meu como pai. Tem meu sobrenome desde que nasceu, cresceu e se tornou a filha mais parecida fisicamente e até mesmo no comportamento. Não existe dúvidas de paternidade, nem muito menos discussão sobre isso. Estão apenas tentando achar um culpado sem lembrar que perdemos duas vidas que tinham muito para viver ainda.”
O pai continuou o desabafo descrevendo o choque da perda e agradecendo o apoio recebido:
“Os irmãos de Gaby não conseguem nem expressar com clareza o que estão sentindo, nem eu como adulto consigo colocar para fora o que estou sentindo. Mas muito obrigado por todas as mensagens e ligações que tenho recebido.”
Em tom de despedida para a filha, Marcos concluiu:
“Sempre vou me orgulhar por ter você, meu amor. Está doendo muito e sei que nunca vai parar de doer, mas teremos sempre boas lembranças e momentos juntos. Vai ser sempre a minha princesa.”
O caso segue sob investigação na 134ª DP, que aguarda os laudos periciais do IML e deve ouvir parentes e testemunhas nos próximos dias para esclarecer todas as circunstâncias da tragédia.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre o horário e o local do velório e do sepultamento de Érika e Maria Gabrielly.
