O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) indeferiu o pedido de registro de candidatura do ex-prefeito de Campos dos Goytacazes e ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (REPUBLICANOS), que tentava disputar o pleito para voltar ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Ocorrido na tarde dessa sexta-feira, 11, o julgamento decidiu, por unanimidade, acolher a manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE-RJ), que considerou que Garotinho está com os direitos políticos suspensos até 2033, e por isso, não poderia sequer tentar registrar a candidatura.
Relator do caso, o desembargador eleitoral Bruno Bodart lembrou que o ex-governador foi condenado por improbidade administrativa em decisão transitada em julgado, ou seja, em que não cabem mais recursos, no último dia 11 de julho de 2025.
O desembargador entendeu que Garotinho estaria inelegível pelos próximos 8 anos a contar da data em que expirou o prazo para que a defesa recorresse do caso, portanto, até 11 de julho de 2033, ficando assim fora não apenas dessas eleições, como também das eleições municipais de 2028 e das eleições gerais de 2032.
A defesa tentou argumentar que o trânsito em julgado deveria ser considerado em 2020, mas Bruno Bodart lembrou que mesmo assim, a suspensão dos direitos políticos terminaria apenas em 2028, o que também o deixaria fora das eleições desse ano.
Com a decisão da Justiça Eleitoral do Rio, resta a Anthony Garotinho tentar reverter a decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ele afirmou que vai recorrer para tentar se manter no páreo do próximo dia 4 de outubro, data da votação.
Caso não consiga reverter a decisão, as eleições para governador do Rio ganham contornos de suspense, já que haveria 2 cenários a se considerar, que é o de que o nome de Garotinho poderia nem estar nas urnas, e de uma eventual candidatura sub júdice, em que ele receberia votos que poderiam ser invalidados.
No 1º cenário, a disputa se acirraria ainda mais entre os 2 primeiros colocados nas pesquisas, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), que passariam a disputar os eleitores de Garotinho.
Já no 2º cenário, a decisão poderia levar o pleito para um resultado precoce, com possibilidade de vitória de Eduardo Paes no 1º turno, já que, com uma eventual anulação dos votos de Garotinho, diminuiria o número de votos válidos, aumentando o percentual dos votos recebidos pelos 2 candidatos, em especial quem lidera a disputa.
























